Não obstante toda a complexidade que envolve um trabalho eficiente de Gerenciamento de Crises, existem algumas questões que em toda crise onde estive envolvido me chamava bastante a atenção.
Estamos ou não diante de uma Crise ?
O fato pode potencializar uma Crise ?
A organização tem a percepção para as possibilidades e danos que podem ser gerados ?
As pessoas estão preparadas e disponíveis para atender na hora certa ao chamado para início do Gerenciamento da Crise ?
Boas e prontas iniciativas adotadas na hora certa evitavam a entrada em uma nova Crise, gerando menos custos, esforços e menor dano pela reação no momento apropriado.
Mas o X da questão era sempre em que momento reagir ?
Em todas as minhas experiências em crises acompanhadas, algumas inclusive de natureza pública afetando grandes organizações, em geral o negligenciamento e demora na reação certamente traz componentes que tornam o gerenciamento da Crise muito mais complexo.
Um pequeno episódio envolvendo um produto da sua Cia em uma pequena cidade do interior do país pode possuir desmembramentos com conotações de âmbito Nacional e Internacional.
Afinal de contas no ambiente da Blogosfera as comunicações e mensagens seguem na velocidade da Luz!
A resposta a pergunta sobre o melhor momento da reação e início do gerenciamento tem apenas uma opção!
Reagir assim que tomar conhecimento dos primeiros sinais de um fato que pode precipitar uma crise.
Um bom profissional de comunicação, atento a todos os fatos que envolvem a organização que representa estará adotando as primeiras medidas, muitas vezes antes de qualquer percepção pela própria organização e seus membros.
Lembrem-se também que toda organização em sua história estará sujeita a enfrentar uma Crise, sendo que quanto mais a marca corporativa ou de produtos é reconhecida públicamente, maiores são as chances de grandes repercussões no noticiário, o que leva a maiores complexidades no processo de Gerenciamento, exigindo profissionais e agencias de comunicação com experiências no tema regindo sempre no momento certo.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Como transformar uma Crise local em global utilizando bem os recursos da Comunicação - O limão virando um delicioso sorvete
Não existe um ser humano na face da terra que não tenha ouvido falar na Crise que assola o mundo, a pior de todas, mais do que a grande depressão de 1929 e das duas grandes guerras, preconiza o noticiário!
Fico imaginando como esta mensagem está chegando e sendo absorvida pelos diferentes seres humanos com capacidades distintas de interpretação.
Se fizermos leituras em todos os veículos de Comunicação que estavam disponíveis alguns meses atrás, estávamos em contato com um período de pleno emprego, falta de mão de obra, bonanças no mercado financeiro, indústria a todo vapor, crescimento nos países membro do BRIC, planos de expansão para todo lado e etc.
Estoura o subprime no mercado americano, com hipotecas que não podem ser resgatadas, depois a crise nos EUA, exportada para o resto do mundo de forma eficiente por todos os veículos de comunicação.
Marolinha virou Tsunami e o humor da população global foi totalmente transformado.
Querem a receita para sair da crise?
A resposta é utilizar de forma eficiente os mesmos canais de comunicação que criaram a mesma e boa sorte a todos nós!
Devo também lembrar que o ideograma japonês que possuí o significado de Crise, também representa Oportunidade.
Oportunidade de criar algo necessário, um novo produto, uma nova empresa, um novo método etc.
A chance de crescer com um empreendimento em um momento onde todos estão vendo os fantasmas da crise. Enxergar todas as oportunidades!
A propósito, estou esperando a crise eliminar as filas que enfrento nos restaurantes, caminhões de entregas nas marginais e multidões ávidas por compras na região da 25 de março, apenas para ficar em alguns exemplos do cotidiano mais recente da cidade de São Paulo.
Tenho certeza que enquanto escrevo, uma série de grandes idéias, novos produtos e novos negócios estão surgindo em algum lugar do mundo.
Sempre existe o lado vencedor do ambiente de Crise!
A escolha do limão ou delicioso sorvete passa também por atitude para enfrentar as situações.
Fico imaginando como esta mensagem está chegando e sendo absorvida pelos diferentes seres humanos com capacidades distintas de interpretação.
Se fizermos leituras em todos os veículos de Comunicação que estavam disponíveis alguns meses atrás, estávamos em contato com um período de pleno emprego, falta de mão de obra, bonanças no mercado financeiro, indústria a todo vapor, crescimento nos países membro do BRIC, planos de expansão para todo lado e etc.
Estoura o subprime no mercado americano, com hipotecas que não podem ser resgatadas, depois a crise nos EUA, exportada para o resto do mundo de forma eficiente por todos os veículos de comunicação.
Marolinha virou Tsunami e o humor da população global foi totalmente transformado.
Querem a receita para sair da crise?
A resposta é utilizar de forma eficiente os mesmos canais de comunicação que criaram a mesma e boa sorte a todos nós!
Devo também lembrar que o ideograma japonês que possuí o significado de Crise, também representa Oportunidade.
Oportunidade de criar algo necessário, um novo produto, uma nova empresa, um novo método etc.
A chance de crescer com um empreendimento em um momento onde todos estão vendo os fantasmas da crise. Enxergar todas as oportunidades!
A propósito, estou esperando a crise eliminar as filas que enfrento nos restaurantes, caminhões de entregas nas marginais e multidões ávidas por compras na região da 25 de março, apenas para ficar em alguns exemplos do cotidiano mais recente da cidade de São Paulo.
Tenho certeza que enquanto escrevo, uma série de grandes idéias, novos produtos e novos negócios estão surgindo em algum lugar do mundo.
Sempre existe o lado vencedor do ambiente de Crise!
A escolha do limão ou delicioso sorvete passa também por atitude para enfrentar as situações.
sábado, 25 de outubro de 2008
A importância da escolha da Fonte na notícia
Em muitas oportunidades, quando estava a frente do trabalho de gestão da Comunicação, tive o cuidado de sempre buscar a melhor fonte para atenter a alguma demanda jornalística, uma pauta e construção de uma notícia.
Um cuidado que sempre deve ser tomado por quem representa agente facilitador no atendimento do profissional de imprensa.
Gostaría de destacar nesta minha reflexão dois aspectos importantíssimos. nesta relação.
O primeiro é relativo ao respeito que devemos ter pelo profissional de imprensa, independentemente do veículo que ele representa. Não posso jamais definir o bom atendimento em função da audiência e nome do Canal, revista, rádio ou jornal.
Quando atendemos a um jornalista, devemos tratá-lo de forma cordial, com respeito e buscando auxiliar no que for possível para que o mesmo possa desenvolver o seu trabalho, nos prazos requeridos, com a maior aderência à verdade e atendimento da pauta. produzindo um bom trabalho.
Um segundo aspecto deve estar relacionado ao contato com a melhor fonte para a notícia e neste caso não devemos nos preocupar com posições hierárquicas nas empresas ou esferas de Governo.
Um grande exemplo público que tivemos recentemente foi a busca de notícia pelo estado de saúde da adolescente de Sto André, vítima de um crime passional, junto ao Palácio dos Bandeirantes na cidade de São Paulo, assessoria do Governador etc.
Quando ouvi a notícia no rádio, me perguntei: será que a equipe médica que está diante do atendimento da jovem no Hospital em Santo André não estava na melhor condição de falar a respeito do seu quadro clínico?
Algumas horas depois, observei que o fluxo adequado foi restabelecido e a informação mais adequada pode ser obtida.
Um cuidado que sempre deve ser tomado por quem representa agente facilitador no atendimento do profissional de imprensa.
Gostaría de destacar nesta minha reflexão dois aspectos importantíssimos. nesta relação.
O primeiro é relativo ao respeito que devemos ter pelo profissional de imprensa, independentemente do veículo que ele representa. Não posso jamais definir o bom atendimento em função da audiência e nome do Canal, revista, rádio ou jornal.
Quando atendemos a um jornalista, devemos tratá-lo de forma cordial, com respeito e buscando auxiliar no que for possível para que o mesmo possa desenvolver o seu trabalho, nos prazos requeridos, com a maior aderência à verdade e atendimento da pauta. produzindo um bom trabalho.
Um segundo aspecto deve estar relacionado ao contato com a melhor fonte para a notícia e neste caso não devemos nos preocupar com posições hierárquicas nas empresas ou esferas de Governo.
Um grande exemplo público que tivemos recentemente foi a busca de notícia pelo estado de saúde da adolescente de Sto André, vítima de um crime passional, junto ao Palácio dos Bandeirantes na cidade de São Paulo, assessoria do Governador etc.
Quando ouvi a notícia no rádio, me perguntei: será que a equipe médica que está diante do atendimento da jovem no Hospital em Santo André não estava na melhor condição de falar a respeito do seu quadro clínico?
Algumas horas depois, observei que o fluxo adequado foi restabelecido e a informação mais adequada pode ser obtida.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A Ética na Comunicação
Já nos meus tempos de atividade de Auditoria, e não foram poucos anos - mais de 10 anos, me acostumei a ouvir, debater e tratar os famosos temas de natureza ética.
Sempre me deparava com nuvens e áreas cinzentas nas definições do que é Ética e ações consideradss não éticas nas atitudes das pessoas, gestores, organizações etc.
Assim como nunca acreditei em meias verdades, uma vez que temos aqui um clássico de meias mentiras também, a Ética não pode estar nunca diante de situações de ¨meio ético" , incertezas e dúvidas quanto a sua aplicação.
Nunca invejei as situações de determinadas profissões como as de Jornalistas e Advogados, até porque acredito que sempre estejam, assim como os Auditores, diante de temas de natureza ética nos seus cotidianos profissionais. E haja crise existencial e de consciência se tiverem que adotar posturas ou tomar atitudes que contraríam suas crenças ou aspectos éticos.
Para ficar aqui no exemplo do universo da Comunicação e suas atividades como as desenvolvidas pelos seus profissionais, sejam de Relações Públicas, Jornalistas, Comunicação Social etc., sempre acreditei que nossas funções devem estar a serviço da organização, mas acima de tudo de uma sociedade, auxiliando a construir valores positivos, atuarem como agentes de mudança, denunciar abusos ou mesmo chamar a atenção para a consciência dos indivíduos.
Aprendi nos anos em que estive a frente da Comunicação de que no Jornalismo o primeiro critério para produção de um produto jornalístico dever ser a consagrada pergunta se é notícia ou não, inclusive para o público do veículo e a respectiva fonte de notícia que sustente a credibilidade.
Observo que já existe uma prática presente onde a primeira pergunta é vai dar IBOPE ou não, principalmente aos veículos da indústria onde este é o indicador de eficiência e lucratividade.
Pela guerra da audiência, ao vencedor as batatas, como dizia no nosso saudoso Machado e haja nuvens e discussões éticas no trabalho dos profissionais.
Sempre me deparava com nuvens e áreas cinzentas nas definições do que é Ética e ações consideradss não éticas nas atitudes das pessoas, gestores, organizações etc.
Assim como nunca acreditei em meias verdades, uma vez que temos aqui um clássico de meias mentiras também, a Ética não pode estar nunca diante de situações de ¨meio ético" , incertezas e dúvidas quanto a sua aplicação.
Nunca invejei as situações de determinadas profissões como as de Jornalistas e Advogados, até porque acredito que sempre estejam, assim como os Auditores, diante de temas de natureza ética nos seus cotidianos profissionais. E haja crise existencial e de consciência se tiverem que adotar posturas ou tomar atitudes que contraríam suas crenças ou aspectos éticos.
Para ficar aqui no exemplo do universo da Comunicação e suas atividades como as desenvolvidas pelos seus profissionais, sejam de Relações Públicas, Jornalistas, Comunicação Social etc., sempre acreditei que nossas funções devem estar a serviço da organização, mas acima de tudo de uma sociedade, auxiliando a construir valores positivos, atuarem como agentes de mudança, denunciar abusos ou mesmo chamar a atenção para a consciência dos indivíduos.
Aprendi nos anos em que estive a frente da Comunicação de que no Jornalismo o primeiro critério para produção de um produto jornalístico dever ser a consagrada pergunta se é notícia ou não, inclusive para o público do veículo e a respectiva fonte de notícia que sustente a credibilidade.
Observo que já existe uma prática presente onde a primeira pergunta é vai dar IBOPE ou não, principalmente aos veículos da indústria onde este é o indicador de eficiência e lucratividade.
Pela guerra da audiência, ao vencedor as batatas, como dizia no nosso saudoso Machado e haja nuvens e discussões éticas no trabalho dos profissionais.
domingo, 13 de abril de 2008
A Importância da Comunicação para a Pesquisa Científica
Retorno aos meus queridos leitores com um tema que todos estes anos de mundo corporativo não havia ainda pensado e refletido. A importância da Comunicação para todo o processo de divulgação do trabalho científico. Vou compartilhar com vocês a experiência maravilhosa que tive dentro de uma sala de aula em um dos mais conceituados e produtores centros de pesquisa do país. A Universidade de São Paulo. Após assistir a algumas aulas como parte do meu sonho de mestrado, discussões me intrigavam entre o mestre Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho e uma colega de classe, até então conhecida simplesmente como Glória. As discussões chegavam ao ponto de inclusive avaliar comportamentos de personagens da obra de Marcel Proust diante do meu olhar curioso e de meus colegas de sala. De onde vinha tanta sabedoria e como ela foi construída eram perguntas que habitavam a minha mente. Não preciso dizer que após algumas aulas a minha curiosidade característica me fez, ao término de uma das aulas, procurar pela Glória e conhecer melhor de onde e como ela construiu tamanha sabedoria demonstrada na pratica em classe. A nossa conversa terminou em uma das tantas salas da USP, alguns presentes muito característicos do mundo acadêmico - o saber através dos livros e uma apresentação mais profunda da Glória. Estou falando de Glória Kreinz, colaboradora do Prof. Ciro Marcondes que possuí entre seus projetos a construção de uma nova Teoria para a Comunicação. E a Professora Glória debaixo de seus mais de 10 livros publicados, também a frente de projetos importantes como o seu incansável trabalho na ABRADIC - Associação Brasileira de Divulgação Científica e do NJR - Núcleo José Reis, um dos jornalistas se não o Jornalista que mais contribuiu com o tema da Divulgação de Pesquisa Científica no Brasil, falecido em 2002. A minha reflexão está no fato de que muito conhecimento é produzido na Universidade e precisa ser compartilhado nas Organizações, evitando-se em particular o sofrimento das pessoas quando executam trabalhos orientados por rígidos guidelines e sem espaços para a discussão de novos conceitos de forma científica e famosa falta de tempo para a busca dos novos conhecimentos. Faço saber a vocês nesta reflexão que nas útlimas semanas passaram pela minha vida 3 nomes de incansáveis profissionais que se dedicam ou se dedicaram, no caso do Jornalista José Reis, ao desenvolvimento e divulgação do saber na Comunicação.
O Prof. Dr. Ciro Marcondes e Glória através do compartilhamento dos seus conhecimentos me tornam a cada dia uma pessoa diferente do passado. Não podemos permitir que pessoas que se dedicam ao desenvolvimento e divulgação do saber fiquem restritas às fronteiras das Universidades, Bibliotecas ou Livros não abertos por nós.
O passado que me consumiu muitas horas para a dedicação profissional e que causaram a minha falta de atenção para o saber e conhecimento na área que desenvolvi esta paixão ficou para trás.
Ao Prof. Dr. Ciro e a colega Glória que me brindou com dois livros assinados por ela: Divulgação Científica na Sociedade Perfomática e Feiras de Reis - Cem Anos de Divulgação Científica no Brasil, o meu muito obrigado por ajudar a reduzir a escuridão do meu conhecimento e a minha ignorância. A seguir um pequeno resumo das responsabilidades e produção da nossa colega de sala Glória e do mestre.
Glória Kreinz - Doutora em Ciências da Comunicação, Professora Titular de História da Literatura PUCCamp, Coordenadora de Pesquisa do NJR - Núcleo José Reis - ECA USP e da Cátedra UNESCO, Secretária Geral da ABRADIC, Integrante de Pesquisadores do Filocom e Autora de livros
Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho
Professor Doutor titular do departamento de jornalismo e editoração da ECA/USP, coordenador geral do NJR-ECA/USP, da Cátedra Unesco José Reis de Divulgação Científica e do Filocom e autor de, entre outros, O Escavador de Silêncios e Perca Tempo.
A minha conclusão nesta reflexão é que a Comunicação também possui o grande desafío e importante papel de disseminar o saber, construír cidadania, preparar pessoas para a vida, reduzir o fosso que existe no país na área do conhecimento, divulgando o trabalho de incansáveis pesquisadores que dedicam toda uma vida a estas nobres artes de pesquisar e educar.
O Prof. Dr. Ciro Marcondes e Glória através do compartilhamento dos seus conhecimentos me tornam a cada dia uma pessoa diferente do passado. Não podemos permitir que pessoas que se dedicam ao desenvolvimento e divulgação do saber fiquem restritas às fronteiras das Universidades, Bibliotecas ou Livros não abertos por nós.
O passado que me consumiu muitas horas para a dedicação profissional e que causaram a minha falta de atenção para o saber e conhecimento na área que desenvolvi esta paixão ficou para trás.
Ao Prof. Dr. Ciro e a colega Glória que me brindou com dois livros assinados por ela: Divulgação Científica na Sociedade Perfomática e Feiras de Reis - Cem Anos de Divulgação Científica no Brasil, o meu muito obrigado por ajudar a reduzir a escuridão do meu conhecimento e a minha ignorância. A seguir um pequeno resumo das responsabilidades e produção da nossa colega de sala Glória e do mestre.
Glória Kreinz - Doutora em Ciências da Comunicação, Professora Titular de História da Literatura PUCCamp, Coordenadora de Pesquisa do NJR - Núcleo José Reis - ECA USP e da Cátedra UNESCO, Secretária Geral da ABRADIC, Integrante de Pesquisadores do Filocom e Autora de livros
Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho
Professor Doutor titular do departamento de jornalismo e editoração da ECA/USP, coordenador geral do NJR-ECA/USP, da Cátedra Unesco José Reis de Divulgação Científica e do Filocom e autor de, entre outros, O Escavador de Silêncios e Perca Tempo.
A minha conclusão nesta reflexão é que a Comunicação também possui o grande desafío e importante papel de disseminar o saber, construír cidadania, preparar pessoas para a vida, reduzir o fosso que existe no país na área do conhecimento, divulgando o trabalho de incansáveis pesquisadores que dedicam toda uma vida a estas nobres artes de pesquisar e educar.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Dia do Jornalista...uma lembrança mais do que merecida
Entre várias mensagens e pensamentos, acho que nada mais justo do que homenagear o profissional jornalista com aquilo que representa a sua mais nobre arte.
Utilizando-se da matéria prima informação e transformando em obra literária, poema, imaginário, utilidade pública e tantos quantos os adjetivos que devemos qualificar a importância da presença deste profissional.
Recentemente recebi milhares de notícias, mas quero destacar duas.
Uma preocupante que indicava o resultado de uma pesquisa aplicada por uma universidade americana onde é representativo o número de jovens que abandonarão a profissão, ou estão pela busca de outras ocupações, levados pela pressão no trabalho, estresse e baixos salários, cenário presente inclusive em nosso país.
A positiva e favorável é que os últimos vestibulares no país indicaram presença significativa de jovens que buscam ingressar na profissão, garantindo para o futuro a produção da informação aos telespectadores, ouvintes, leitores, sociedade como um todo.
Deixo aqui um texto produzido por um jornalista para jornalistas, uma justa homenagem ao incansável profissional desta nobre arte de produzir informação e notícia.
29 de janeiro: Dia do Jornalista
De tão comum e cotidiano, fica difícil prestar devida atenção em como somos bombardeados por informação. São noticiários no rádio, telejornais, revistas, jornais diários e até, claro, os atuais Web sites sempre abarrotados de novidades, conhecimentos, cultura, fatos e fotos. É... nem sempre paramos para pensar no profissional que está por trás daquele texto bem escrito, que sintetiza várias horas ou dias em alguns parágrafos, que nos dão a perfeita localização no tempo e no espaço, nos transferindo conhecimento suficiente para podermos compreender, opinar e debater os assuntos do nosso interesse.Poetas do cotidiano. Ah, sim. Assim deviam ser chamados estes ´profissionais´ que nos poupam nosso precioso tempo, ofertando seus textos bem redigidos em forma de boa literatura para nossa degustação. Impressionante como conseguem resumir num título ou num ´olho´ de matéria tudo aquilo que vamos digerir dalí pra frente. É bonito quando terminamos a leitura de uma notícia, artigo, press-release, ou entrevista, e pensamos por um instante que estávamos mesmo ao lado deste ´contador de estórias´, ouvindo até suas pausas para respiração, suas expressões faciais e corporais. Às vezes, me pego literalmente aplaudindo quando um comentarista como Arnaldo Jabor conclui seu raciocínio se utilizando tão somente das nossas usuais e corriqueiras palavras.Arquiteto da ortografia, o bom jornalista é aquele que, assim como se faz na construção civil, emprega, da língua Portuguesa, os materiais básicos que 99% das pessoas comuns podem compreender, não fazendo disso um trabalho medíocre, mas, sim, emprestando sua arte para fazer com que tijolos, vergalhões, areia, pedra e cimento lingüísticos, nas medidas e proporções corretas, tomem a forma elegante e edificada que encontramos nas informações jornalísticas.Como em todo ramo de atividade, nossa língua também é regida por leis. Hildebrando, Aurélio, Bechara. Estes são os juristas que me vêm à mente quando penso nas leis gramaticais e ortográficas do nosso bom Português. Mas, como toda norma perde seu valor onde há impunidade, não haveria de ser diferente quando do descumprimento das regras de comunicação em nossa língua. Não há multas, prisão, pontos na carteira, nada. Quem quiser sair por aí, redigindo numa língua que inventou, esqueceu ou não aprendeu, dizendo que sabe ler e escrever em Português, nada de ruim vai lhe acontecer. Até mesmo pelo fato que outros tão ou mais ignorantes estarão lá para ler e aceitar a distorção lingüística sem nem perceber a mácula que esta displicência causa ao nosso idioma.Fiquei muito satisfeito ao saber que, apesar da grande maioria das universidades particulares ter abolido o exame vestibular para o ingresso de seu corpo discente, as faculdades ainda mantém uma prova de redação básica, onde, supõe-se, o candidato será avaliado pela sua capacidade de traduzir em textos seus pensamentos, sentimentos e idéias.Das últimas décadas para cá, o homem veio deixando de buscar informações e conhecimentos através da língua escrita para se nutrir de sons e imagens hipnóticas através da televisão. É a geração MTV, que, num compreensível círculo vicioso, se tornou cada vez mais ignorante.Nos últimos anos, empresários, funcionários, estudantes e até donas de casa voltaram compulsoriamente ao hábito da leitura e da escrita. A popularização da comunicação por email fez com que executivos, que usavam suas secretárias para redigir uma simples minuta de reunião ou um comunicado interno, passassem a fazê-lo com suas próprias capacidades. O resultado é um misto de sadismo ortográfico com exposição pública das suas particulares deficiências. E o pior: na maioria dos casos, o "redator" nem sabe que é motivo de escárnio.Isto, sem falar dos famigerados *Blogs* (contração ou corruptela de WebLog) que revelam grandes talentos na arte de crucificar nossa gramática. Jovens que não aprenderam para quê servem os acentos, símbolos gráficos, vírgulas, pontos, parêntesis, letras maiúsculas em nomes próprios e no início das sentenças, publicam suas experiências e se expõem publicamente.Puxa! Fiquei um pouco amargo nestes últimos parágrafos, mas a minha intenção é fazer lembrar do valor que tem um profissional que faz do seu dia-a-dia, uma jornada de resgate e reanimação do sistema de comunicação verbal, mesmo enfrentando a crescente depauperação de sua platéia. Lembre-se sempre que, se não puder vencê-los, jamais (mesmo) junte-se a eles.Senhor jornalista, meus parabéns pelo dia 29 de janeiro.São os votos de Eder Gomes - Jornalista - Diário da Serra - Tangará da Serra,MT,Brasil
Utilizando-se da matéria prima informação e transformando em obra literária, poema, imaginário, utilidade pública e tantos quantos os adjetivos que devemos qualificar a importância da presença deste profissional.
Recentemente recebi milhares de notícias, mas quero destacar duas.
Uma preocupante que indicava o resultado de uma pesquisa aplicada por uma universidade americana onde é representativo o número de jovens que abandonarão a profissão, ou estão pela busca de outras ocupações, levados pela pressão no trabalho, estresse e baixos salários, cenário presente inclusive em nosso país.
A positiva e favorável é que os últimos vestibulares no país indicaram presença significativa de jovens que buscam ingressar na profissão, garantindo para o futuro a produção da informação aos telespectadores, ouvintes, leitores, sociedade como um todo.
Deixo aqui um texto produzido por um jornalista para jornalistas, uma justa homenagem ao incansável profissional desta nobre arte de produzir informação e notícia.
29 de janeiro: Dia do Jornalista
De tão comum e cotidiano, fica difícil prestar devida atenção em como somos bombardeados por informação. São noticiários no rádio, telejornais, revistas, jornais diários e até, claro, os atuais Web sites sempre abarrotados de novidades, conhecimentos, cultura, fatos e fotos. É... nem sempre paramos para pensar no profissional que está por trás daquele texto bem escrito, que sintetiza várias horas ou dias em alguns parágrafos, que nos dão a perfeita localização no tempo e no espaço, nos transferindo conhecimento suficiente para podermos compreender, opinar e debater os assuntos do nosso interesse.Poetas do cotidiano. Ah, sim. Assim deviam ser chamados estes ´profissionais´ que nos poupam nosso precioso tempo, ofertando seus textos bem redigidos em forma de boa literatura para nossa degustação. Impressionante como conseguem resumir num título ou num ´olho´ de matéria tudo aquilo que vamos digerir dalí pra frente. É bonito quando terminamos a leitura de uma notícia, artigo, press-release, ou entrevista, e pensamos por um instante que estávamos mesmo ao lado deste ´contador de estórias´, ouvindo até suas pausas para respiração, suas expressões faciais e corporais. Às vezes, me pego literalmente aplaudindo quando um comentarista como Arnaldo Jabor conclui seu raciocínio se utilizando tão somente das nossas usuais e corriqueiras palavras.Arquiteto da ortografia, o bom jornalista é aquele que, assim como se faz na construção civil, emprega, da língua Portuguesa, os materiais básicos que 99% das pessoas comuns podem compreender, não fazendo disso um trabalho medíocre, mas, sim, emprestando sua arte para fazer com que tijolos, vergalhões, areia, pedra e cimento lingüísticos, nas medidas e proporções corretas, tomem a forma elegante e edificada que encontramos nas informações jornalísticas.Como em todo ramo de atividade, nossa língua também é regida por leis. Hildebrando, Aurélio, Bechara. Estes são os juristas que me vêm à mente quando penso nas leis gramaticais e ortográficas do nosso bom Português. Mas, como toda norma perde seu valor onde há impunidade, não haveria de ser diferente quando do descumprimento das regras de comunicação em nossa língua. Não há multas, prisão, pontos na carteira, nada. Quem quiser sair por aí, redigindo numa língua que inventou, esqueceu ou não aprendeu, dizendo que sabe ler e escrever em Português, nada de ruim vai lhe acontecer. Até mesmo pelo fato que outros tão ou mais ignorantes estarão lá para ler e aceitar a distorção lingüística sem nem perceber a mácula que esta displicência causa ao nosso idioma.Fiquei muito satisfeito ao saber que, apesar da grande maioria das universidades particulares ter abolido o exame vestibular para o ingresso de seu corpo discente, as faculdades ainda mantém uma prova de redação básica, onde, supõe-se, o candidato será avaliado pela sua capacidade de traduzir em textos seus pensamentos, sentimentos e idéias.Das últimas décadas para cá, o homem veio deixando de buscar informações e conhecimentos através da língua escrita para se nutrir de sons e imagens hipnóticas através da televisão. É a geração MTV, que, num compreensível círculo vicioso, se tornou cada vez mais ignorante.Nos últimos anos, empresários, funcionários, estudantes e até donas de casa voltaram compulsoriamente ao hábito da leitura e da escrita. A popularização da comunicação por email fez com que executivos, que usavam suas secretárias para redigir uma simples minuta de reunião ou um comunicado interno, passassem a fazê-lo com suas próprias capacidades. O resultado é um misto de sadismo ortográfico com exposição pública das suas particulares deficiências. E o pior: na maioria dos casos, o "redator" nem sabe que é motivo de escárnio.Isto, sem falar dos famigerados *Blogs* (contração ou corruptela de WebLog) que revelam grandes talentos na arte de crucificar nossa gramática. Jovens que não aprenderam para quê servem os acentos, símbolos gráficos, vírgulas, pontos, parêntesis, letras maiúsculas em nomes próprios e no início das sentenças, publicam suas experiências e se expõem publicamente.Puxa! Fiquei um pouco amargo nestes últimos parágrafos, mas a minha intenção é fazer lembrar do valor que tem um profissional que faz do seu dia-a-dia, uma jornada de resgate e reanimação do sistema de comunicação verbal, mesmo enfrentando a crescente depauperação de sua platéia. Lembre-se sempre que, se não puder vencê-los, jamais (mesmo) junte-se a eles.Senhor jornalista, meus parabéns pelo dia 29 de janeiro.São os votos de Eder Gomes - Jornalista - Diário da Serra - Tangará da Serra,MT,Brasil
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Manchetes de 2007 e sonhando o futuro
A cada ano que se encerra temos o costumeiro período de festas, confraternizando com amigos, companheiros de trabalho e familiares.
É tempo também dos balanços das realizações pessoais e retrospectivas.
Fatos que marcaram o ano na imprensa fazem parte da programação para o famoso registro histórico.
Alguns episódios foram marcantes e habitaram o noticiário ao longo de 2007 como:
- cenário favorável da economia brasileira, com indices de crescimento do PIB estimado em percentual acima de 5%;
- produção automobilística no ano próxima dos 3 milhões de veículos;
- venda de 10 milhões de computadores;
- o país possuir 120 milhões de celulares;
- desempenho anual das aplicações financeiras na Bolsa brasileira com indice acima de 43%
- lançamento da TV Digital e celular 3G;
Tivemos também a figura do apagão aéreo, acidente da Tam, crise com o Leite, não a prorrogação da CPMF e crise no mercado imobiliário americano como atores da imprensa brasileira e mundial, apenas para ficar com alguns exemplos.
A lição que tiramos é a da famosa imprevisibilidade de muitos dos acontecimentos aqui relatados.
Outra lição importante é que devemos construir sonhos, perseguí-los com determinação e acredito que o ano de 2008 contemple o início de muitos planos pessoais e organizacionais.
Alguns eventos certamente acontecerão por conta da disciplina e busca pela realização e outros farão parte da imprevisibilidade do futuro.
Certa vez encontrei em um texto a afirmação de que o tempo futuro não existe, uma vez que temos uma dinâmica permanente de transformar o presente em passado.
Particularmente penso que o futuro existe sim nos sonhos e planos que movem as pessoas nas realizações do presente.
Reitero os meus sinceros desejos de um auspicioso futuro aos meus amigos, familiares e colegas.
Não deixem de criar sonhos, trabalhar com determinação para tornar-los realidade e sempre renovar-se.
É tempo também dos balanços das realizações pessoais e retrospectivas.
Fatos que marcaram o ano na imprensa fazem parte da programação para o famoso registro histórico.
Alguns episódios foram marcantes e habitaram o noticiário ao longo de 2007 como:
- cenário favorável da economia brasileira, com indices de crescimento do PIB estimado em percentual acima de 5%;
- produção automobilística no ano próxima dos 3 milhões de veículos;
- venda de 10 milhões de computadores;
- o país possuir 120 milhões de celulares;
- desempenho anual das aplicações financeiras na Bolsa brasileira com indice acima de 43%
- lançamento da TV Digital e celular 3G;
Tivemos também a figura do apagão aéreo, acidente da Tam, crise com o Leite, não a prorrogação da CPMF e crise no mercado imobiliário americano como atores da imprensa brasileira e mundial, apenas para ficar com alguns exemplos.
A lição que tiramos é a da famosa imprevisibilidade de muitos dos acontecimentos aqui relatados.
Outra lição importante é que devemos construir sonhos, perseguí-los com determinação e acredito que o ano de 2008 contemple o início de muitos planos pessoais e organizacionais.
Alguns eventos certamente acontecerão por conta da disciplina e busca pela realização e outros farão parte da imprevisibilidade do futuro.
Certa vez encontrei em um texto a afirmação de que o tempo futuro não existe, uma vez que temos uma dinâmica permanente de transformar o presente em passado.
Particularmente penso que o futuro existe sim nos sonhos e planos que movem as pessoas nas realizações do presente.
Reitero os meus sinceros desejos de um auspicioso futuro aos meus amigos, familiares e colegas.
Não deixem de criar sonhos, trabalhar com determinação para tornar-los realidade e sempre renovar-se.
Assinar:
Postagens (Atom)
