Entre várias mensagens e pensamentos, acho que nada mais justo do que homenagear o profissional jornalista com aquilo que representa a sua mais nobre arte.
Utilizando-se da matéria prima informação e transformando em obra literária, poema, imaginário, utilidade pública e tantos quantos os adjetivos que devemos qualificar a importância da presença deste profissional.
Recentemente recebi milhares de notícias, mas quero destacar duas.
Uma preocupante que indicava o resultado de uma pesquisa aplicada por uma universidade americana onde é representativo o número de jovens que abandonarão a profissão, ou estão pela busca de outras ocupações, levados pela pressão no trabalho, estresse e baixos salários, cenário presente inclusive em nosso país.
A positiva e favorável é que os últimos vestibulares no país indicaram presença significativa de jovens que buscam ingressar na profissão, garantindo para o futuro a produção da informação aos telespectadores, ouvintes, leitores, sociedade como um todo.
Deixo aqui um texto produzido por um jornalista para jornalistas, uma justa homenagem ao incansável profissional desta nobre arte de produzir informação e notícia.
29 de janeiro: Dia do Jornalista
De tão comum e cotidiano, fica difícil prestar devida atenção em como somos bombardeados por informação. São noticiários no rádio, telejornais, revistas, jornais diários e até, claro, os atuais Web sites sempre abarrotados de novidades, conhecimentos, cultura, fatos e fotos. É... nem sempre paramos para pensar no profissional que está por trás daquele texto bem escrito, que sintetiza várias horas ou dias em alguns parágrafos, que nos dão a perfeita localização no tempo e no espaço, nos transferindo conhecimento suficiente para podermos compreender, opinar e debater os assuntos do nosso interesse.Poetas do cotidiano. Ah, sim. Assim deviam ser chamados estes ´profissionais´ que nos poupam nosso precioso tempo, ofertando seus textos bem redigidos em forma de boa literatura para nossa degustação. Impressionante como conseguem resumir num título ou num ´olho´ de matéria tudo aquilo que vamos digerir dalí pra frente. É bonito quando terminamos a leitura de uma notícia, artigo, press-release, ou entrevista, e pensamos por um instante que estávamos mesmo ao lado deste ´contador de estórias´, ouvindo até suas pausas para respiração, suas expressões faciais e corporais. Às vezes, me pego literalmente aplaudindo quando um comentarista como Arnaldo Jabor conclui seu raciocínio se utilizando tão somente das nossas usuais e corriqueiras palavras.Arquiteto da ortografia, o bom jornalista é aquele que, assim como se faz na construção civil, emprega, da língua Portuguesa, os materiais básicos que 99% das pessoas comuns podem compreender, não fazendo disso um trabalho medíocre, mas, sim, emprestando sua arte para fazer com que tijolos, vergalhões, areia, pedra e cimento lingüísticos, nas medidas e proporções corretas, tomem a forma elegante e edificada que encontramos nas informações jornalísticas.Como em todo ramo de atividade, nossa língua também é regida por leis. Hildebrando, Aurélio, Bechara. Estes são os juristas que me vêm à mente quando penso nas leis gramaticais e ortográficas do nosso bom Português. Mas, como toda norma perde seu valor onde há impunidade, não haveria de ser diferente quando do descumprimento das regras de comunicação em nossa língua. Não há multas, prisão, pontos na carteira, nada. Quem quiser sair por aí, redigindo numa língua que inventou, esqueceu ou não aprendeu, dizendo que sabe ler e escrever em Português, nada de ruim vai lhe acontecer. Até mesmo pelo fato que outros tão ou mais ignorantes estarão lá para ler e aceitar a distorção lingüística sem nem perceber a mácula que esta displicência causa ao nosso idioma.Fiquei muito satisfeito ao saber que, apesar da grande maioria das universidades particulares ter abolido o exame vestibular para o ingresso de seu corpo discente, as faculdades ainda mantém uma prova de redação básica, onde, supõe-se, o candidato será avaliado pela sua capacidade de traduzir em textos seus pensamentos, sentimentos e idéias.Das últimas décadas para cá, o homem veio deixando de buscar informações e conhecimentos através da língua escrita para se nutrir de sons e imagens hipnóticas através da televisão. É a geração MTV, que, num compreensível círculo vicioso, se tornou cada vez mais ignorante.Nos últimos anos, empresários, funcionários, estudantes e até donas de casa voltaram compulsoriamente ao hábito da leitura e da escrita. A popularização da comunicação por email fez com que executivos, que usavam suas secretárias para redigir uma simples minuta de reunião ou um comunicado interno, passassem a fazê-lo com suas próprias capacidades. O resultado é um misto de sadismo ortográfico com exposição pública das suas particulares deficiências. E o pior: na maioria dos casos, o "redator" nem sabe que é motivo de escárnio.Isto, sem falar dos famigerados *Blogs* (contração ou corruptela de WebLog) que revelam grandes talentos na arte de crucificar nossa gramática. Jovens que não aprenderam para quê servem os acentos, símbolos gráficos, vírgulas, pontos, parêntesis, letras maiúsculas em nomes próprios e no início das sentenças, publicam suas experiências e se expõem publicamente.Puxa! Fiquei um pouco amargo nestes últimos parágrafos, mas a minha intenção é fazer lembrar do valor que tem um profissional que faz do seu dia-a-dia, uma jornada de resgate e reanimação do sistema de comunicação verbal, mesmo enfrentando a crescente depauperação de sua platéia. Lembre-se sempre que, se não puder vencê-los, jamais (mesmo) junte-se a eles.Senhor jornalista, meus parabéns pelo dia 29 de janeiro.São os votos de Eder Gomes - Jornalista - Diário da Serra - Tangará da Serra,MT,Brasil
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Manchetes de 2007 e sonhando o futuro
A cada ano que se encerra temos o costumeiro período de festas, confraternizando com amigos, companheiros de trabalho e familiares.
É tempo também dos balanços das realizações pessoais e retrospectivas.
Fatos que marcaram o ano na imprensa fazem parte da programação para o famoso registro histórico.
Alguns episódios foram marcantes e habitaram o noticiário ao longo de 2007 como:
- cenário favorável da economia brasileira, com indices de crescimento do PIB estimado em percentual acima de 5%;
- produção automobilística no ano próxima dos 3 milhões de veículos;
- venda de 10 milhões de computadores;
- o país possuir 120 milhões de celulares;
- desempenho anual das aplicações financeiras na Bolsa brasileira com indice acima de 43%
- lançamento da TV Digital e celular 3G;
Tivemos também a figura do apagão aéreo, acidente da Tam, crise com o Leite, não a prorrogação da CPMF e crise no mercado imobiliário americano como atores da imprensa brasileira e mundial, apenas para ficar com alguns exemplos.
A lição que tiramos é a da famosa imprevisibilidade de muitos dos acontecimentos aqui relatados.
Outra lição importante é que devemos construir sonhos, perseguí-los com determinação e acredito que o ano de 2008 contemple o início de muitos planos pessoais e organizacionais.
Alguns eventos certamente acontecerão por conta da disciplina e busca pela realização e outros farão parte da imprevisibilidade do futuro.
Certa vez encontrei em um texto a afirmação de que o tempo futuro não existe, uma vez que temos uma dinâmica permanente de transformar o presente em passado.
Particularmente penso que o futuro existe sim nos sonhos e planos que movem as pessoas nas realizações do presente.
Reitero os meus sinceros desejos de um auspicioso futuro aos meus amigos, familiares e colegas.
Não deixem de criar sonhos, trabalhar com determinação para tornar-los realidade e sempre renovar-se.
É tempo também dos balanços das realizações pessoais e retrospectivas.
Fatos que marcaram o ano na imprensa fazem parte da programação para o famoso registro histórico.
Alguns episódios foram marcantes e habitaram o noticiário ao longo de 2007 como:
- cenário favorável da economia brasileira, com indices de crescimento do PIB estimado em percentual acima de 5%;
- produção automobilística no ano próxima dos 3 milhões de veículos;
- venda de 10 milhões de computadores;
- o país possuir 120 milhões de celulares;
- desempenho anual das aplicações financeiras na Bolsa brasileira com indice acima de 43%
- lançamento da TV Digital e celular 3G;
Tivemos também a figura do apagão aéreo, acidente da Tam, crise com o Leite, não a prorrogação da CPMF e crise no mercado imobiliário americano como atores da imprensa brasileira e mundial, apenas para ficar com alguns exemplos.
A lição que tiramos é a da famosa imprevisibilidade de muitos dos acontecimentos aqui relatados.
Outra lição importante é que devemos construir sonhos, perseguí-los com determinação e acredito que o ano de 2008 contemple o início de muitos planos pessoais e organizacionais.
Alguns eventos certamente acontecerão por conta da disciplina e busca pela realização e outros farão parte da imprevisibilidade do futuro.
Certa vez encontrei em um texto a afirmação de que o tempo futuro não existe, uma vez que temos uma dinâmica permanente de transformar o presente em passado.
Particularmente penso que o futuro existe sim nos sonhos e planos que movem as pessoas nas realizações do presente.
Reitero os meus sinceros desejos de um auspicioso futuro aos meus amigos, familiares e colegas.
Não deixem de criar sonhos, trabalhar com determinação para tornar-los realidade e sempre renovar-se.
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