quarta-feira, 23 de abril de 2008

A Ética na Comunicação

Já nos meus tempos de atividade de Auditoria, e não foram poucos anos - mais de 10 anos, me acostumei a ouvir, debater e tratar os famosos temas de natureza ética.
Sempre me deparava com nuvens e áreas cinzentas nas definições do que é Ética e ações consideradss não éticas nas atitudes das pessoas, gestores, organizações etc.
Assim como nunca acreditei em meias verdades, uma vez que temos aqui um clássico de meias mentiras também, a Ética não pode estar nunca diante de situações de ¨meio ético" , incertezas e dúvidas quanto a sua aplicação.
Nunca invejei as situações de determinadas profissões como as de Jornalistas e Advogados, até porque acredito que sempre estejam, assim como os Auditores, diante de temas de natureza ética nos seus cotidianos profissionais. E haja crise existencial e de consciência se tiverem que adotar posturas ou tomar atitudes que contraríam suas crenças ou aspectos éticos.
Para ficar aqui no exemplo do universo da Comunicação e suas atividades como as desenvolvidas pelos seus profissionais, sejam de Relações Públicas, Jornalistas, Comunicação Social etc., sempre acreditei que nossas funções devem estar a serviço da organização, mas acima de tudo de uma sociedade, auxiliando a construir valores positivos, atuarem como agentes de mudança, denunciar abusos ou mesmo chamar a atenção para a consciência dos indivíduos.
Aprendi nos anos em que estive a frente da Comunicação de que no Jornalismo o primeiro critério para produção de um produto jornalístico dever ser a consagrada pergunta se é notícia ou não, inclusive para o público do veículo e a respectiva fonte de notícia que sustente a credibilidade.
Observo que já existe uma prática presente onde a primeira pergunta é vai dar IBOPE ou não, principalmente aos veículos da indústria onde este é o indicador de eficiência e lucratividade.
Pela guerra da audiência, ao vencedor as batatas, como dizia no nosso saudoso Machado e haja nuvens e discussões éticas no trabalho dos profissionais.

domingo, 13 de abril de 2008

A Importância da Comunicação para a Pesquisa Científica

Retorno aos meus queridos leitores com um tema que todos estes anos de mundo corporativo não havia ainda pensado e refletido. A importância da Comunicação para todo o processo de divulgação do trabalho científico. Vou compartilhar com vocês a experiência maravilhosa que tive dentro de uma sala de aula em um dos mais conceituados e produtores centros de pesquisa do país. A Universidade de São Paulo. Após assistir a algumas aulas como parte do meu sonho de mestrado, discussões me intrigavam entre o mestre Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho e uma colega de classe, até então conhecida simplesmente como Glória. As discussões chegavam ao ponto de inclusive avaliar comportamentos de personagens da obra de Marcel Proust diante do meu olhar curioso e de meus colegas de sala. De onde vinha tanta sabedoria e como ela foi construída eram perguntas que habitavam a minha mente. Não preciso dizer que após algumas aulas a minha curiosidade característica me fez, ao término de uma das aulas, procurar pela Glória e conhecer melhor de onde e como ela construiu tamanha sabedoria demonstrada na pratica em classe. A nossa conversa terminou em uma das tantas salas da USP, alguns presentes muito característicos do mundo acadêmico - o saber através dos livros e uma apresentação mais profunda da Glória. Estou falando de Glória Kreinz, colaboradora do Prof. Ciro Marcondes que possuí entre seus projetos a construção de uma nova Teoria para a Comunicação. E a Professora Glória debaixo de seus mais de 10 livros publicados, também a frente de projetos importantes como o seu incansável trabalho na ABRADIC - Associação Brasileira de Divulgação Científica e do NJR - Núcleo José Reis, um dos jornalistas se não o Jornalista que mais contribuiu com o tema da Divulgação de Pesquisa Científica no Brasil, falecido em 2002. A minha reflexão está no fato de que muito conhecimento é produzido na Universidade e precisa ser compartilhado nas Organizações, evitando-se em particular o sofrimento das pessoas quando executam trabalhos orientados por rígidos guidelines e sem espaços para a discussão de novos conceitos de forma científica e famosa falta de tempo para a busca dos novos conhecimentos. Faço saber a vocês nesta reflexão que nas útlimas semanas passaram pela minha vida 3 nomes de incansáveis profissionais que se dedicam ou se dedicaram, no caso do Jornalista José Reis, ao desenvolvimento e divulgação do saber na Comunicação.
O Prof. Dr. Ciro Marcondes e Glória através do compartilhamento dos seus conhecimentos me tornam a cada dia uma pessoa diferente do passado. Não podemos permitir que pessoas que se dedicam ao desenvolvimento e divulgação do saber fiquem restritas às fronteiras das Universidades, Bibliotecas ou Livros não abertos por nós.
O passado que me consumiu muitas horas para a dedicação profissional e que causaram a minha falta de atenção para o saber e conhecimento na área que desenvolvi esta paixão ficou para trás.
Ao Prof. Dr. Ciro e a colega Glória que me brindou com dois livros assinados por ela: Divulgação Científica na Sociedade Perfomática e Feiras de Reis - Cem Anos de Divulgação Científica no Brasil, o meu muito obrigado por ajudar a reduzir a escuridão do meu conhecimento e a minha ignorância. A seguir um pequeno resumo das responsabilidades e produção da nossa colega de sala Glória e do mestre.

Glória Kreinz - Doutora em Ciências da Comunicação, Professora Titular de História da Literatura PUCCamp, Coordenadora de Pesquisa do NJR - Núcleo José Reis - ECA USP e da Cátedra UNESCO, Secretária Geral da ABRADIC, Integrante de Pesquisadores do Filocom e Autora de livros

Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho
Professor Doutor titular do departamento de jornalismo e editoração da ECA/USP, coordenador geral do NJR-ECA/USP, da Cátedra Unesco José Reis de Divulgação Científica e do Filocom e autor de, entre outros, O Escavador de Silêncios e Perca Tempo.

A minha conclusão nesta reflexão é que a Comunicação também possui o grande desafío e importante papel de disseminar o saber, construír cidadania, preparar pessoas para a vida, reduzir o fosso que existe no país na área do conhecimento, divulgando o trabalho de incansáveis pesquisadores que dedicam toda uma vida a estas nobres artes de pesquisar e educar.