segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O que eu faría sem o Google, parabólicas e Celular ?


Na semana passada, estive durante 3 dias ouvindo os melhores especialistas em Comunicação e ambiente da Blogosfera.
Todas as palestras sinalizavam o forte impacto no nosso cotidiano sobre a nova revolução na Internet, dentro do ambiente da Web 2.0.

As minhas reflexões se concentraram em imaginar um mundo sem todas estas ferramentas a disposição da sociedade.
Neste mundo fui buscar alguns lugares por onde passei recentemente, neste Brasil de tantos contrastes no plano social e econômico.
A minha memória traz uma cena que vivenciei de um vaqueiro no sertão da Bahia atendendo seu telefone celular, em cima de um cavalo e em meio ao trabalho de conduzir e alimentar o gado.
Na mesma viagem também fui abordado por uma família simples em seu rancho sobre os efeitos do acidente na construção do metrô em São Paulo, matéria levada ao ar alguns dias antes e que a antena parabólica havia capturado.
Por estes fatos podemos imaginar as transformações que as tecnologías estão promovendo na vida das pessoas!
A minha conclusão nesta trajetória de pensamentos e reflexões é de que a grande transformação que estaremos vivendo dentro do ambiente Web 2.0, do ponto de vista de processos comunicacionais, será a mudança cada vez maior dos monólogos adotados por boa parte das comunicações, para os processos de diálogos e interatividade virtual entre as pessoas.
Necessitamos apenas reduzirmos as fronteiras que diferenciam as pessoas, estabelecidas pelos distintos idiomas, culturas e até aspectos econômicos.
As imagens que finalizam a semana é de lugares com espaços denominados como salas de aula, levadas ao ar pelo programa Fantástico deste domingo, onde a falta de portas, indicada pela professora com uma grande necessidade, permitem a entrada do gado que se alimentará dos livros e acervo, sem necessáriamente tornarem-se mais cultos!


2 comentários:

Anônimo disse...

Adilson,
Faço menção também sobre a velocidade que a comunicação empurra os interesses, muitas vezes excusos, quando assim desejam. Cito o exemplo de ter assistido a uma matéria na televisão do Luciano Huck em NY dirigindo um taxi e me surpreendi com a notícia de que um de seus passageiros já havia assistido o filme "Tropa de Elite" sem sequer ter sido lançado no Brasil. Obviamente por cópia pirata.

Anônimo disse...

Muito interessante seu comentário, Adilson. Também ainda tento me acostumar com a velocidade atual dos meios de comunicação, mas confesso que ainda não deixo de me espantar. O sertão, que antes era um sinônimo de isolamento, solidão, a la guimarães rosa, hoje já perdeu um pouco desse caráter, como bem você observou. Lado positiov: hoje só é sozinho quem quer. Um abraço, Marcelo Furtado (Química e Derivados)qd@uol.com.br